20 de dezembro de 2008
Vandalismo também é arte
12 de setembro de 2008
Humanas em universidades
ATENÇÃO, IDIOTAS: TEXTO MERAMENTE HUMORÍSTICO!
Existem alguns tipos clássicos de estudantes dentro dos departamentos de humanas das universidades. Se o curso for filosofia, então, é melhor ir embora para casa e fumar o baseado sozinho. Mas mesmo assim vale a pena clarificar a fauna. Voltando aos tipos. Existe o tipo gay. O tipo gay é auto-explicativo. O tipo gay dá a bunda – não diga! Evidentemente ele dá a bunda de forma filosófico-contestadora. Isto é, como o nosso padrão moral cristão não permite que uma pessoa dê ou venda o seu próprio ânus, o tipo gay irá dar o marquês de rabicó num ato que objetiva minar a autoridade do sistema moral vigente (claro, também, que poderá evocar a antiga Grécia para praticar o ato). Aliás, nem precisa ir muito longe: se Foucault dava a bunda, que mal há em compartilhar o anel? Além do mais, esse papo de heterossexualidade é algo muito fora de moda. É mainstream por demais. Não cola. Para muitos estudantes de humanas, é cool dar o rabo. Lembrando que cool é uma palavra cool, e todas as palavras cool são muito, mais muito gays. Mais gay do que isso só um filme do Pedro Almodóvar.
Há também o tipinho comunista. Antes de tudo: o tipo comunista se identifica pelo cheiro. Qualquer pessoa dentro de um departamento de humanas que estiver com o cheiro da cueca do seu pai após um prazeroso futebol é um comunista. Semelhantes aos gays, os comunistas gostam de dividir. Os bens alheios, é claro. Jamais os seus. Os comunistas universitários usam tênis Adidas, camisas Nike, cuecas Zorba e, quando transam, camisinhas Jontex. Apesar disso, são os primeiros a atacar a propriedade privada e a livre iniciativa. Defenestram Smith e Milton e idolatram Marx e Engels, mesmo que usufruam de todas as benesses de um livre mercado. Obtusos, adoram a figura de Che Guevara e andam por todos os lados com a camisa do fuzilador argentino. A barba também é um item interessante. Os comunistas andam com a barba por fazer. Barba bem feita é coisa de pequeno-burguês neoliberal amante do imperialismo norte-americano. A barba parece passar certa áurea proletária ao usuário. Maravilha! O problema é que os celerados jamais, eu disse jamais, irão pegar em uma enxada. Comunismo é bom no país dos outros.
Dentro dos tipos comunistas, há uma subdivisão que merece ser contemplada: os militantes estudantis. Em primeiro lugar – e isso é uma verdade absoluta -, nada pode ser mais chato, pedante, escroto, maldito, filha-da-puta, desgraçado, fedorento e lazarento do que um militante estudantil. O adjetivo fedorento é usado pelo fato de que quase todo militante estudantil é um comunista. Tal tipo quase sempre faz parte do diretório central dos estudantes da universidade. Se não faz parte do DCE, certamente fará parte do centro acadêmico - CA. A diferença entre DCE e CA? Nenhuma, ambas costumam ser uma boa merda. O militante estudantil, evidentemente, é um entusiasta da União Nacional dos Estudantes – a famigerada UNE. Ele acha que a UNE é muito massa. Ele acha que a UNE é muito bacana. Ele acha que a UNE é bastante imparcial. E apesar de saber que a UNE é um dos maiores instrumentos utilizados pela esquerda revolucionária para idiotizar otário, nega isso até o fim. É impressionante como aluno de curso de humanas acha bonito ser revolucionário. Nada como discutir a mais-valia pelo Orkut.
Existe ainda o tipo pseudo-intelectual. É preciso frisar que o tipo pseudo-intelectual é mais identificável pela vestimenta do que pela mente, apesar de já se perceber um espécime típico pelo papinho pedante. A roupa apenas o identifica de longe. O tipo pseudo-intelectual usa óculos de aro grosso. Isso é imperativo: não há como simular conteúdo sem ter óculos com aro grosso. Se você não tem, compre. Caso não tenha problemas visuais, use mesmo assim. Outro item interessante é a calça quadriculada. Apesar de não ser um item obrigatório, pega bem. Mas a calça pode ser substituída por outra, jeans, desde que não seja de marca da moda e seja cool. Gostar de filmes europeus de baixo orçamento é imperativo. Se não conhecer nada de Godard ou Bergman, está fora. Nem adianta choramingar. Conhecer apenas filmes americanos indica que você é parte da massa. Literatura, sobretudo autores franceses, são bem apreciados. Se você leu Sartre, Camus, Baudrillard, a bicha do Foucault ou algum outro francês e saiba, com média propriedade, masturbar o pensamento de tais autores, você será aceito no meio. Mas voltando às roupas. Não se esqueça: óculos de aro grosso e calça quadriculada (ou jeans) são imperativos. Recomendam-se também mochilinhas de pano e sandálias estilo Moisés. Vale lembrar que os tipos pseudo-intelectuais frequentemente participam do primeiro grupo listado neste texto. Não é uma regra, mas não dá para confiar. Em tempo: fume. Fume com estilo. O modo de pegar o cigarro diz muito sobre sua robustez intelectual. Se você pegar o cigarro com o polegar e o indicador, você não é um intelectual, e sim um pedreiro. Um intelectual faz assim: ele senta, cruza as perninhas, tira o cigarrinho da mochilinha de pano, pega o cigarrinho com o indicador e o médio, acende, traga e - preste atenção nisso - sopra a fumaça olhando para o lado oposto da mão que segura o pequeno cilindro. O fato de existir a possibilidade de você desenvolver um câncer, enfisema, ficar broxa e morrer deve ser desconsiderado. Fumar é estilo. Fume e não discuta. Com tais figuras povoando os departamentos de humanas, é melhor mesmo que as verbas para pesquisa nessa área sejam muito, mas muito bem dosadas.
Até mais, “camaradas”.
6 de maio de 2008
Eis o Islã
6 de abril de 2008
Europa para os árabes?
O jornal francês Le Figaro noticiou recentemente que em cerca de 20 anos os muçulmanos poderão ser maioria em Bruxelas, capital da Bélgica. Não só em Bruxelas. A Europa vivencia um aumento vigoroso do número de árabes em suas principais cidades. Quem quiser visitar o velho continente, que vá logo. Se assim continuar, em pouco tempo os islâmicos conseguirão destruir séculos de cultura e história. São atrevidos, não se contentam com moradia e trabalho. Querem as leis e costumes ocidentais adaptados aos caprichos maometanos.
Um de meus sonhos é visitar a Europa. Provavelmente terei de me apressar.
25 de março de 2008
Líder de baderneiros faz apologia à baderna
Leio no Estadão que o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stédile classificou como “idiotice” a liminar que proíbe o movimento de “incitar e promover atos violentos” contra a mineradora Vale. Stédile também afirmou que o MST continuará lutando pela reestatização da empresa.
Até onde se sabe, a principal ocupação do Movimento dos Sem Terra é a invasão de propriedades privadas sob o pretexto da reforma agrária. Resta saber o que privatizações ou reestatizações de companhias têm a ver com isso. Querem baderna. Piquete.
Que se cuidem os estudantes, em pouco tempo teremos cotas para sem terra em universidades públicas.
17 de março de 2008
Vitimismo pentecostal
Repercutiu a cena de Duas Caras, novela de Aguinaldo Silva, em que uma trupe de evangélicos fanáticos agride fisicamente um triângulo amoroso formado por dois homens e uma mulher. A Igreja Universal foi a primeira a se ofender. A alta cúpula da seita utilizou seu departamento de jornalismo para alegar preconceito na ficção. Que a IURD iria reclamar era óbvio. Qualquer movimento da Globo respinga no quintal de Edir Macedo.
O que surpreende é a aparente amnésia da Universal. Em 1995, um pastor da igreja causou comoção ao espancar em rede nacional uma estátua de Nossa Senhora. O próprio Macedo já demonstrou seu apreço às outras religiões, em especial as de origem africana, com o livro “Orixás, Caboclos e Guias – Deuses ou Demônios?”. A obra foi tirada de circulação em 2005 pela justiça.
Aliás, bastante estranho setores evangélicos munidos de reclamações contra, justamente, preconceito religioso. Irônico.
7 de fevereiro de 2008
A ministra e o mito
30 de janeiro de 2008
Prosseguimento ao debate com a Leitora
29 de janeiro de 2008
Resposta à Observadora do Passado*
Réplica à Leitora
Kaká
Leitora, o jogador Kaká tem sim o direito de doar a porcentagem de dinheiro que ele quiser a quem ele bem entender. Isso jamais foi negado e é um direito que todo cidadão tem. O seu argumento cultural é totalmente válido. Minha cara, o Kaká não está sendo acusado de nada. Será apenas interrogado por manter uma relação próxima com duas pessoas acusadas de diversos crimes. As perguntas, de acordo com reportagem da Carta Capital, seriam as seguintes: “Qual é seu grau de amizade e que relação tem com as pessoas acusadas? Os acusados costumam freqüentar a sua casa na Itália ou no Brasil? O senhor freqüenta a casa deles no Brasil ou nos Estados Unidos? Você sabe o destino que foi e que é dado ao dinheiro das suas colaborações?”.
